A pesquisadora Samantha Vitena, expulsa de um avião da Gol que iria de Salvador a São Paulo, na última sexta-feira (28/4), falou pela primeira vez sobre o caso, durante participação no Encontro, com Patrícia Poeta e Manoel Soares. A ativista afirmou ter recebido bastante apoio desde o episódio, mas disse que ainda está tentando assimilar e responder algumas questões.

“Ainda estou com perguntas a serem feitas. Por que o meu corpo foi considerado uma ameaça, por que meu corpo foi considerado indesejável a ponto de eu ser tirada do avião”, indagou ela no programa.

Samantha foi retirada do voo 1575 após ter dificuldade para encontrar um espaço para acomodar sua mochila. Os funcionários da companhia solicitaram que ela despachasse a bagagem, mas ela se recusou porque estava portando um computador na bagagem de mão.

Mesmo depois de uma cliente conseguir espaço para a bagagem, três policiais federais apareceram e pediram que ela se retirasse, sob a ameaça de algemá-la. Clientes, que filmaram a situação, afirmam ter ocorrido racismo por parte da empresa e na abordagem.

O apresentador Manoel Soares, que foi uma das pessoas a ajudar na repercussão do caso, ainda revelou que Samantha teve de assinar um termo circunstanciado de ocorrência, por supostamente ter resistido à ação policial.

“Não consigo entender o porquê deste TCO. O que eu fiz foi perguntar o motivo de estar sendo retirada do avião. Me falaram que o comandante determinou e que eu iria sair e que se eu não fosse estaria cometendo um crime”, afirmou.

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A Patrícia Poeta e Manoel Soares, Samantha disse esperar que a empresa seja responsabilizada e que isso não volte a acontecer. “Essa história não é sobre mim. É sobre todas as pessoas que passaram e que passam por esse tipo de situação”.

Em contato com Manoel Soares, a assessoria da Gol afirmou que “reconhece a realidade do racismo estrutural no país e não tolera práticas racistas na companhia”. A empresa ainda alegou ter contratado um órgão independente pra fazer uma investigação interna sobre o caso”.

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