A Tesla reduziu os preços dos seus veículos para estimular a demanda em meio à desaceleração da economia, mas a estratégia cobrou seu preço nos resultados trimestrais da companhia, sacrificando suas margens.

Entre janeiro e março deste ano, o lucro líquido da companhia foi de US$ 2,51 bilhões, cifra 24% menor que a registrada um ano antes.  A receita da companhia no período foi de US$ 23,33 bilhões – ambos os números vieram em linha com a média das projeções do mercado.

No entanto, o ponto de atenção negativo do balanço foi a margem bruta total da Tesla, de 19,3%, abaixo dos 22,4% do consenso Refinitiv.

As ações da companhia, negociadas na Nasdaq, haviam fechado em baixa de mais de 2% nesta quarta-feira (19). Após a divulgação do balanço, os papéis estenderam perdas nos negócios do after market, chegando a recuar mais de 6%.

A receita da companhia com a venda de automóveis cresceu 18% na comparação anual, para US$ 19,96 bilhões. O faturamento da Tesla Energy, unidade de baterias de lítio, cresceu 148% na mesma base de comparação, para US$ 1,53 bilhão.

Desde o ano passado, a fabricante de carros elétricos de Elon Musk vem reduzindo preços em alguns mercados, ciente de que assim estaria sacrificando suas margens. Só nos Estados Unidos, os veículos baixaram de preço por seis vezes.

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O objetivo com os cortes é aumentar volumes em meio a um cenário de economia entrando em recessão.



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