Tropa de Elite foi lançado de forma original em 2007. O primeiro filme da franquia, que mostra os bastidores da ação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia do Rio de Janeiro (Bope) em favelas, tornou-se uma febre nacional – arrecadando US$ 14 milhões – e ganhou as telas mundiais também.

Anos depois, em 2010, a produção ganhou uma continuação e confirmou o status de sucesso no Brasil – com bilheteria estimada em US$ 63 milhões. E, mesmo após 15 anos da estreia da franquia nos cinemas, parte do elenco segue com a veia criminal e policial presente nas carreiras.

Com mais de 30 anos de estrada, André Mattos é um ator do teatro, do cinema e da televisão. Ele viveu o Deputado Fortunato em Tropa de Elite e, logo depois, foi convidado por José Padilha, diretor do filme, para atuar em Narcos, produção criminal divulgada pela Netflix.

“Tropa de Elite foi um marco porque me colocou em uma classificação de artista internacional. Fui para os Estados Unidos e trabalhei lá durante 4 anos. Tropa e Narcos me lançaram como um ator internacional, em um momento que o streaming estava começando a bombar”, conta.

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Agora, com o streaming consolidado, o ator faz parte do elenco de Dom, interpretando o Sargento Figueira. Segundo Mattos, o policial da produção ficcional inspirada em fatos reais é um sucesso com o público.

“Os personagens que eu faço geralmente se tornam muito populares. Esse reconhecimento na rua acontece não só pela minha carreira no cinema ou no streaming, mas também pelo que fiz na televisão. A popularidade que a profissão traz é muito importante para ter a certeza de que o trabalho está no rumo certo”, pontua.

Em Dom, outros dois atores que estiveram no elenco de Tropa de Elite também estão presentes. Fabio Lago (que eternizou o traficante Baiano) e André Ramiro (responsável por interpretar o policial André Mathias) seguem em produções criminais e policiais após o sucesso com o famoso longa-metragem protagonizado pelo Capitão Nascimento.

Uma história não contada

Apesar do sucesso, Tropa de Elite também tem histórias tristes que não são contadas sempre. O ator Otto Jr, por exemplo, aparece como parte do elenco do filme, mas nunca se sentiu envolvida pela produção. A maior parte das cenas que filmou no set de gravações foram cortadas.

Era a primeira experiência dele em um longa-metragem e o personagem foi vendido como um “importante papel na narrativa do filme”. Apesar disso, a participação dele ficou limitada a apenas uma sequência.

“Foi frustrante. Para esta única sequência que apareci, fiquei horas com o genial maquiador Martín Trujillo me envelhecendo, colocando rugas, barriga postiça… Se a direção soubesse que assim seria, poderiam muito bem terem colocado um figurante com a idade necessária no meu lugar, teria sido muito mais simples e barato”, relembra.

O artista, entretanto, teve a oportunidade de seguir a carreira com outros trabalhos e viveu novos papéis em produções criminais e policiais. Esteve em Romance Policial – Espinosa e, mais recentemente, no elenco de Arcanjo Renegado como o delegado Rodolfo Marcelo.

Diferentemente do que aconteceu em Tropa de Elite, Otto Jr teve uma imersão com um delegado da Polícia Federal para viver o personagem da nova produção do Globoplay e chegou a passar por um treinamento tático, diretamente com a Polícia Militar do Rio de Janeiro.

“Nestes dois trabalhos, Espinosa e Arcanjo, tem uma característica que gosto muito, escapam de um possível clichê do que se espera de um policial. […] É muito gratificante ser reconhecido na rua por um personagem feito no streaming, que ainda tem um alcance menor do que na TV aberta, e o Rodolfo me proporciona isso”, celebra.





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