A atual temporada de blockbusters está, na falta de palavras melhores, mais simples, enxuta e tranquila. Uma estratégia que parece responder aos ares de pretensa complexidade que se tornaram as adaptações dos quadrinhos de super-heróis. Assim veio Super Mario Bros. e, agora, chega Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes. A adaptação do tradicional RPG estreia nos cinemas dia 13 de abril.

De início, vale adiantar que Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes é a melhor versão do RPG no cinema. Com louvor, o filme de John Frances Daley e Jonathan Goldstein tira o gosto amargo da adaptação live action lançada nos anos 2000.

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No longa, Chris Pine é Edgin, um bardo que tem a missão de situar fãs e não fãs de RPG no universo de monstros, elfos, gigantes, magos e guerreiros. Dungeons & Dragons acerta ao não perder tempo explicando regras de RPG, ele foca na aventura e nos personagens, com destaque para o simpático mago Simon, vivido por Justice Smith, e a bárbara Holga de Michelle Rodriguez.

Hugh Grant, na pele do picareta Forge, rouba o filme, com uma atuação carregada de carisma e humor. As interações com Pine, aliás, são pontos altos do roteiro.

Paródia em Dungeons & Dragons

As boas atuações convencem, mas é inegável que Honra Entre Rebeldes cresce ao ser uma paródia do RPG. O filme não se preocupa em ficar tratando minucias desse consagrado formato do jogo, afinal, quem quiser isso, pode jogar. O longa traz uma aventura, cercada de diálogos nonsense, humor e cenas de ação que não soam verossímil, justamente porque não precisam ser.

Aqui vale mencionar o quanto os diretores ironizam o guerreiro perfeito, na figura do paladino de Regé-Jean Page, que ganha novas camadas na oposição que vive com o bardo Edgin.

No fim das contas, Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes foca no lado lúdico e divertido do RPG, e consegue proporcionar uma fantasia despretenciosa e cativante.

Avaliação: Ótimo





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