Com a inteligência artificial, seria possível aumentar a produtividade no mercado, segundo o economista vencedor do Nobel (Imagem: Pixabay/Kiquebg)

O avanço da tecnologia levanta questões sobre o risco que a inteligência artificial (IA) apresenta para o mercado de trabalho e se as carreiras serão realmente substituídas por máquinas.

Christopher Pissarides, economista vencedor do Prêmio Nobel de 2010 e professor da London School of Economics, acredita que este cenário não deve acontecer. Para Pissarides, existe uma possibilidade de se adaptar com rapidez suficiente aos chatbots apoiados pela IA, como o ChatGPT.

Durante uma conferência em Glasgow, o economista disse que está muito otimista de que, com os avanços tecnológicos, será possível aumentar a produtividade no mercado. Para Pissarides, a tecnologia pode eliminar muitas “coisas chatas” do trabalho, deixando apenas as coisas interessantes para os seres humanos fazerem.

Para o vencedor do Prêmio Nobel, a transição para os trabalhadores será menos dolorosa com a adoção mais lenta pelas empresas, apesar de a tecnologia se mover rapidamente.

Pissarides também destacou que, com as IAs, seria possível aumentar o bem-estar geral no trabalho e ter mais lazer. Para ele, com o ChatGPT, seria possível adotar facilmente uma semana de quatro dias.

Inteligência Artificial: Profissões em risco?

O especialista em IA, André Cia, conduziu um experimento utilizando o ChatGPT, onde o objetivo era coletar informações sobre quais profissões poderiam ser substituídas pela inteligência artificial. As 10 primeiras ocupações em risco são:

  1. Tradutor;
  2. Redator;
  3. Revisor de textos;
  4. Assistente virtual;
  5. Analista de dados;
  6. Tutor com habilidades em ensinar e esclarecer dúvidas sobre diversos temas;
  7. Atendente de telemarketing;
  8. Suporte técnico;
  9. Pesquisador;
  10. Planejador de eventos.

*Com Exame



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