Importar eletrônicos da China como smartphones e tablets está cada vez mais complicado para os vendedores. Para quem não sabe, diversos produtos importados de lojas como AliExpress e Shopee estão sendo barrados na Alfândega brasileira por contarem com “falsa declaração de preço”.

Na prática, muitos lojistas internacionais declaravam produtos diferentes da realidade, declarando capa de smartphone ou acessório ao invés do eletrônico, por exemplo. No entanto, a forte pressão de grandes lojas de varejo fez com que as autoridades brasileiras tomassem novas medidas para combater essa sonegação.

De acordo com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo tem planos de fortalecer ainda mais a fiscalização sobre produtos importados. O objetivo seria evitar a entrada de produtos sem o pagamento devido de impostos e apoiar varejistas brasileiras que julgam a importação como uma “concorrência desleal”.

Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal (Imagem: Luis Macedo / Câmara dos Deputados).

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Robinson Barreirinhas, Secretário da Receita Federal, revela: A empresa tem todo interesse em declarar corretamente, senão o custo para ela vai ser grande. Se não fizer essa declaração antecipada e o bem chegar sem declaração ou estando incorreta, vai ter que voltar. Ou o transportador vai destruir, caso o remetente não queira bancar esse retorno. Ou seja: alguém vai pagar um custo alto por um transporte irregular.”.

Em um exemplo prático, uma empresa enviou para nossa equipe um smartphone para análise. Contudo, foi barrado pela alfândega e devolvido ao remetente.

Além dessa restrição nas importações, o Governo também promete acabar com o isenção de produtos importados até US$ 50. Como resultado, importar itens baratos como acessórios para smartphones poderá ser totalmente inviável.



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