Gigante americana de software de multimídia pagou um múltiplo de mais de 50 vezes a receita para levar a Figma

Num dos maiores negócios da indústria de software, a Adobe anunciou hoje a aquisição da Figma, uma plataforma de design de interfaces, por US$ 20 bilhões. Trata-se da maior compra companhia privada de tecnologia já anunciado na história.

O recorde anterior era do WhatsApp, arrematado pelo Facebook por US$ 19 bilhões na época — e mais tarde estendido para US$ 22 bilhões —, mostrou o The Information com base nos dados da Qatalyst Partners, firma que assessorou a Figma.

Na área de software por assinatura, a transação é uma das três maiores, só ficando atrás da aquisição do Slack pela Salesforece, um M&A entre duas companhias listadas que saiu por US$ 27 bilhões, e da compra do LinkedIn pela Microsoft (US$ 26,2 bilhões)

Os múltiplos da aquisição da Figma também impressionam, mostrando a disposição da Adobe em ficar com o ativo. Com uma receita recorrente de US$ 400 milhões, o M&A saiu a mais de 50 vezes, um múltiplo digno de venture capital nos áureos tempos (e não após depois do dramático sell-off deste ano).

Na bolsa, os investidores da Adobe reagiram mal ao tamanho do cheque. As ações caem quase 15%, com a firma do Vale do Silício avaliada em US$ 144 bilhões.

Quem sai feliz da história são os fundos de venture capital que apostaram na Figma: Sequoia, Index Ventures, Greylock Partners e Kleiner Perkins. A Sequoia, por exemplo, investiu US$ 97 milhões por uma participação avaliada na venda à Adobe em US$ 1,2 bilhão, segundo o The Information.

Fonte: Pipeline Valor



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