Arqueólogos descobriram centenas de novos artefatos maias como vasos de cerâmica e cemitérios, ao longo da rota de um projeto de construção de trem na Península de Iucatã, no México, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).

Na região, os pesquisadores já descobriram até agora cerca de 2.500 peças pré-hispânicas, 80 sepulturas e milhares de vasos e fragmentos ao longo da rota do chamado trem maia, disse o INAH.

Os artefatos foram descobertos com o auxílio de instrumentos de georreferenciamento, imagens topográficas de satélite e sensores na região ao redor de um dos trechos do projeto, que vai das cidades de Palenque, no estado de Chiapas, a Escárcega, no estado de Campeche.

“Tanto os artefatos arqueológicos imóveis quanto aqueles que podem ser movidos ampliam o conhecimento sobre a vida cotidiana e as relações de comércio e intercâmbio cultural que existiam há séculos na zona maia”, disse o instituto.

Alguns dos objetos “de especial interesse” para os pesquisadores são “uma oferenda composta por uma tigela e um vaso com bico, ambos com quatro suportes mamiformes (representando os seios de uma mulher)”. Eles datam da transição do período Pré-clássico para o Clássico, conhecido como Protoclássico.

Os arqueólogos acreditam que essas peças foram usadas pela elite governante durante “importantes momentos políticos ou religiosos”, disse o INAH.

Apoio e críticas à construção do trem no México

Outra área de interesse para pesquisadores é a área de Boca del Cerro, no estado de Tabasco, localizada às margens do rio Usumacinta, que fazia parte de uma grande área residencial associada a um importante centro comercial que conectava regiões de Usumacinta e outras partes da Mesoamérica.

“A construção do trem maia constitui uma importante oportunidade de pesquisa, por meio de recuperação arqueológica, com a proposta de ampliar o conhecimento sobre os sítios arqueológicos das regiões que o trem percorrerá”, afirmaram os pesquisadores.

No entanto, os críticos do projeto do trem, que visa conectar balneários e o interior da península, afirmam que isso prejudicará o meio ambiente e, potencialmente, outros sítios arqueológicos.

O presidente, Andrés Manuel López Obrador, afirmou que a construção da obra, que atravessará cinco estados, será realizada de forma segura para o meio ambiente e beneficiará o turismo.

(Texto traduzido. Leia o original aqui.)



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