Estamos cercados por tecnologia. Inteligência Artificial (IA), Deep Learning, Realidade Aumentada… se antes essas invenções pareciam parte apenas dos filmes de ficção científica, hoje elas estão no nosso dia a dia como marcas e profissionais de marketing. A tecnologia virou “buzzword“, ou seja, uma “palavra da moda”. Da “web 3.0” ao “chatGPT” à nova buzzword do momento, a reflexão que a SXSW 2023 traz é: estamos incentivando a tecnologia apenas pela tecnologia ou estamos realmente aprendendo e construindo algo com isso?

Como uma inovação pode nos levar do ponto A ao ponto B como sociedade? Inovação sem propósito é como um veleiro sem vento, completamente à deriva, sem direção. E reforçando esse pensamento, os futuristas que estão aqui em Austin falam sobre os 3 Ts da: Tech, Toy e Tool. Um “processo evolutivo” da usabilidade das Techs. A Realidade Aumentada, por exemplo, se democratizou graças ao jogo Pokémon Go e ao Instagram, que usa dessa tecnologia em filtros da rede social como forma de entretenimento (Toy). Hoje, a RA vai muito além das plataformas recreativas e até ajuda a salvar vidas nas salas de cirurgia (Tool).

A Inteligência Artificial é outra Tech muito debatida dentro da SXSW. Popularizada graças a assistentes de voz como Siri e Alexa, ela evoluiu e está revolucionando a área da saúde. Existe até uma IA que prevê a possibilidade de déficits neurológicos em bebês, com base em algoritmos que classificam padrões de movimento. Algo incrível de se pensar e que reforça a reflexão levantada aqui em Austin: futuristas, líderes empresariais, Big Techs e marcas devem trabalhar a inovação aliada com propósito e responsabilidade, através de uma lente de serviço, utilidade e inclusão social.

Prever o futuro não é tarefa fácil, seja para astrólogos ou futuristas, mas Mike Bechtel, Chief Futurist destaque na trilha “A Brief History of the Future”, entregou a receita no seu painel: a história do futuro está completamente conectada com o seu passado. O que escolhemos fazer hoje com as tecnologias que temos em mãos é o que irá ditar qual e como será a próxima rodada da nossa evolução. Estamos prontos para evoluir na próxima década para uma fase na qual a tecnologia é nossa ferramenta na construção de mudanças positivas para a sociedade, ou apenas pularemos de uma buzzword para outra em dança das cadeiras sem fim?






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