“Estamos comprometidos com a comunidade de computação em nuvem da Europa e com seu sucesso”, disse o porta-voz da Microsoft, nesta quinta-feira (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

O Google Cloud acusou a Microsoft de práticas anticompetitivas no mercado de computação em nuvem e criticou acordos iminentes da empresa com vários fornecedores na Europa, dizendo que isso não resolve preocupações mais abrangentes termos de licenciamento.

Nos primeiros comentários públicos do Google Cloud sobre a Microsoft e seus acordos na Europa, o vice-presidente Amit Zavery disse à Reuters que a empresa tem levado a questão para agências antitruste e pediu aos reguladores da concorrência na União Europeia que olhem mais de perto para o assunto.

Em resposta, a Microsoft citou comentário de maio do ano passado em que seu presidente, Brad Smith, disse que a empresa “tem uma saudável segunda posição no mercado de computação em nuvem”, com pouco mais de 20% do mercado global.

“Estamos comprometidos com a comunidade de computação em nuvem da Europa e com seu sucesso”, disse o porta-voz da Microsoft, nesta quinta-feira.

O mercado de computação em nuvem é liderado pela Amazon, seguido por Microsoft e Google.

A Microsoft se ofereceu para mudar suas práticas no mercado em um acordo com alguns rivais menores que, por sua vez, suspenderão reclamações antitruste contra e empresa, disse à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto. A estratégia evitará uma investigação da UE.

“A Microsoft definitivamente tem uma postura muito anticompetitiva na nuvem. Eles estão aproveitando muito de seu domínio nos negócios dentro das empresas, bem como do Office 365 e no Windows, vinculando o Azure e o restante dos serviços em nuvem e tornando difícil para os clientes terem escolha”, disse Zavery.

“Quando conversamos com muitos de nossos clientes, eles descobrem que muitas dessas práticas de agrupamento de serviços, bem como a maneira como criam restrições de preços e licenciamento, tornam difícil para eles escolherem outros provedores de serviços”, acrescentou.

A Comissão Europeia não comentou o assunto.

Zavery descartou a sugestão de que a questão deve-se à disputa entre Google e Microsoft.

“A questão não é sobre o Google. Quero deixar isso bem claro. Trata-se da nuvem. A premissa com a computação em nuvem é ter uma maneira aberta e flexível de implantar seu software e oferecer aos clientes mais opções para que possam executar seus softwares em qualquer lugar que escolherem de uma maneira muito mais fácil”, disse o executivo.



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